quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Runaways - Fanfic Becoming Jane I

  Ela correu e ele também. Correram juntos, de mãos dadas e almas entrelaçadas. Ele deixava de lado o orgulho e um futuro promissor. Ela, a família, a moral e o que todos julgavam poder ser um bom casamento. Mas, nada disso importava desde que tivessem um ao outro. Correram para o portão de saída até que ela parou virando-se para o caminho a suas costas. Sua casa, o lugar onde ela crescera, estampava a paisagem. Aquilo não a pertencia mais. Amava seus parentes mas ele conquistara seu frágil e doce coração de mulher. Ele a virou  suavemente para si e os dois ficaram face à face. "Tem certeza que é isso que deseja Jane?", os olhos azulados dele fitavam-na graciosamente. "Nunca estive tão certa de algo em toda minha vida Tom", delicadamente Jane pousou sua mão direita na face de Tom e beijou-lhe nos lábios. Sorrindo, ele segurou mais uma vez a mão de sua amada e os dois puseram-se a correr. Agora, seus corações tinham asas e um destino em comum. 


domingo, 27 de janeiro de 2013

End of The Road

 A única certeza na vida é a morte. Não é pessimismo, é realismo. Planos podem dar errado, mas o fim da linha sempre estará ali, a sua espera. Nascemos para morrer não para viver, nunca ficamos mais fortes e sim mais fracos ao longo dos anos. Lutamos e relutamos contra ela, ora, quem não sonha com um elixir da vida? Ser eterno, ser não-morto. Mas para que temer algo que cedo ou mais tarde vai chegar? Acho que é nessa pergunta que se encontra a resposta, nunca se sabe "o quando". É um caminho sem escolha. 
 As vezes gosto de imaginar como seria a vida das pessoas que convivem comigo se eu morresse. Não duvido que haveriam choros e lamentações, mas com o tempo minha ausência seria superada. Minhas gavetas seriam esvaziadas, minhas coisas doadas ou até mesmo guardadas como recordação. Restaria sempre o material, e só ele. O som da minha voz ia abandonar pessoas queridas e minha imagem se gastaria. Ou seja, eu seria lembranças, mas não lembranças reais. Eu seria apenas recordações do que "um dia aconteceu", do que "um dia viveu" e com a morte daqueles que viram meu óbito, essas memórias simplesmente deixariam de existir. Com o passar das gerações ninguém se lembraria que um dia alguém como eu habitou o mundo. Triste? Não, necessário. É o ciclo da vida, ou como eu prefiro chamar: é o ciclo da morte. É o que mantém o mundo como tal, o que recicla a matéria, o que permite a vida. 


sábado, 5 de janeiro de 2013

-Start

 Fiquei dias pensando quais seriam minhas primeiras palavras do ano e nada me veio a cabeça. Geralmente todo ano se inicia com expectativas e promessas, mas na minha mente só há espaço para um único sentimento: incerteza. Não sei qual caminho seguir, não sei o que me espera e não há como fazer planos. Assusta-me pensar que não tenho o controle em minhas mãos, estar a deriva é perturbador. Mas, quando penso na vida como um todo, sempre estive a deriva. Acredito na minha concepção de "destino", o vento que sopra e gira minha roda da vida, que me mantém não em uma linha ou coluna, mas em um tabuleiro. Alguns diriam que um deus estaria mascarado nessa concepção, mas discordo. Há uma força que mantém o Universo e esta é regida por leis físicas e químicas que conspiram para que exista sempre um equilíbrio. Não há como fazer pedidos, oferendas, preces ou promessas. Há mim só cabe a espera de que tudo saia como desejei. Claro que posso fazer planos e tentar conquistá-los mas se os ventos resolverem soprar por um novo ângulo não tenho escolha a não ser flutuar sobre esta nova brisa. Nem sempre o que almejamos é a melhor opção. Tenho certeza que até agora o que eu escrevi pode não fazer o menor sentido para alguns, mas eu queria escrever. 

2013 GO !