sábado, 30 de novembro de 2013

The Wall


 Gosto de comparar a vida com uma grande parede de tijolos. A cada segundo que passa estamos a colocar tijolos em nossas paredes, e cada um destes corresponde a pequenas peças essenciais para a formação de um muro sólido e resistente. É claro que construir uma parede sozinha se torna uma tarefa árdua com o passar do tempo e é por isso que a cada dia recebemos a ajuda de uma mão amiga que contribui com um tijolinho ou pelo menos um saquinho de cimento. Óbvio que sempre há aqueles que invejam o nosso muro por estar crescendo rápido demais ou possuir sinais de perfeição. Esses tentam destruí-lo, e as vezes, até conseguem quebrar alguma coisa. Mas, com um esforço a mais e com o suporte de outros sempre é possível reconstruí-lo. E assim nossa construção segue interruptamente ao longo de anos, não posso relatar o que acontece quando a terminamos porque a minha esta apenas no começo, mas posso dizer que em cada tijolo de minha parede enxergo aqueles rostos amigos que me ajudaram ou me ajudam a cada dia a dar um acabamento melhor ao meu muro.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Blue Bird - Charles Bukowski

There's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say, stay in there, 
I'm not going
to let anybody see
you.
There's a bluebird in my heart that
wants to get outbut 
I pour whiskey on him and inhale
cigarette smoke
and the ****s and the bartender
sand the grocery clerksnever know 
thathe'sin there.
There's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too tough for him,
I say,
stay down, do you want to mess
me up?
You want to screw up the
works?
You want to blow my book sales in
Europe?
There's a bluebird in my heart that
wants to get out
but I'm too clever, 
I only let him out
at night sometimes
when everybody's asleep.
I say, I know that you're there,
so don't besad.
Then I put him back,
but he's singing a littlein there, I haven't quite let him
die
and we sleep together like
that
with our
secret pact
and it's nice enough to
make a man
weep, but I don't
weep, do
you?

sábado, 21 de setembro de 2013

A Last Reading - Fanfic Becoming Jane II

 E depois de todos esses anos, estávamos ali, na mesma situação de quando éramos jovens e nos vimos pela primeira vez. Os cabelos grisalhos sobre ambas cabeças não condiziam com a história de que o tempo apaga tudo. No fundo, mesmo separados, mesmo com cada um tendo seguido sua vida do jeito que lhe foi conveniente, a chama de um sentimento permanecia acesa em nossos corações. O amor mais puro, algo inapagável. Algo que não compartilhamos com ninguém ao longo desse tempo que se foi, mas que guardamos em nossas memórias. Um sentimento que nos manteve aquecidos em tempos frios. 

 Peguei uma de minhas publicações a pedidos da filha que um dia sonhamos em ter juntos e comecei a leitura de um dos trechos. Sentia aqueles profundos olhos azuis acompanharem todos meus movimentos, cada mexer dos meus lábios, lábios que um dia pertenceram a ele, e que nunca tocaram outros com a mesma paixão do passado. Terminei de dizer minha última palavra e os aplausos tomaram o salão. Quando o som parecia se extinguir, palmas abafadas surgiram de uma direção. Levantei meu olhar e lá estava Tom a me aplaudir, atrasado como sempre. Mas, dessa vez era diferente. Não havia a obrigação moral de agradar uma jovem mulher. Havia admiração por quem eu havia me tornado, por todas minhas conquistas que foram feitas sem sua companhia. Um sentimento de realização mútuo, já que eu também me orgulhava do homem em que ele havia se transformado. Mesmo que distantes, por toda a eternidade, cada um viveria dentro do outro. Como se nós fossemos um só.






terça-feira, 2 de julho de 2013

Birds fly over the rainbow. Why then, oh, Why can't I ?

 Querer ser feliz é poder encontrar seu lugar no mundo. Um lugar aonde cada detalhe a sua volta o faz sentir que vale apena viver. 

   Somewhere, over the rainbow, way up high,
   There's a land that I heard of once in a lullaby.
   Somewhere, over the rainbow, skies are blue,
   And the dreams that you dare to dream really
   do come true...


quinta-feira, 30 de maio de 2013

A vida não acaba, nem começa aqui



 Se eu pudesse resumir todas minhas perspectivas sobre a vida, não haveria nada melhor para simbolizar isso do que essa música. É incrível como alguém conseguiu em algumas notas transpassar um sentimento tão intenso. Não sei definir exatamente o que sinto: alegria, tristeza, esperança... Queria poder largar tudo e viver eternamente essa melodia. Toda vez que ouço é como se eu soubesse que existe um lugar melhor, que nada que vivo aqui é em vão... Não falo de céu, mas falo de paraíso. Não o de senso comum. O meu. O meu porto seguro, a minha paz interior. Essa canção me dá forças para superar minhas angústias, para ter calma e desfrutar o mundo a minha volta. 
 Vivemos um ciclo. Quando deixamos esse mundo, não existimos mais como corpo, matéria sólida. Mas nossa energia nunca abandona o Universo, é ciência. Lei da Conservação de Energia. Nós somos reincorporados por tudo e todos que compartilham esse ambiente. Somos um pouco de muitos que já passaram por aqui. Somos cada fóton que foi irradiado por alguém ao longo da vida. Vivemos o passado, vivemos o presente e viveremos o futuro. Somos um só. Somos a vida.


Now Is Good - Quote

 "Our life is a series of moments. Each one, a journey to the end. Let them go. Let them all go... Our life is a series of moments. Let them all go. Moments. All gathering towards this one."

terça-feira, 9 de abril de 2013

 O que será que aconteceu? Você sabe. Eu sei que sabe. Talvez não queira lembrar, mas lá no fundo você sabe. Pra que correr? Não custa nada encarar. Eu sei que dói, eu sei que é triste, eu sei que machuca, eu sei que você queria esquecer, eu sei que você nunca queria ter vivido isso, eu sei que é para sempre. Chegou a hora de se responder por suas atitudes, por seus erros, por seus pecados. Chegou a hora de conviver com a sua realidade, de abraçar os problemas, de aprender a viver com algo que não se apaga. Eu sei que virar as costas para o passado já não adianta mais, eu sei que ignorar o mundo a sua volta já não basta. Seu problema agora é com você. E só com você. Mas o que será que aconteceu?

sábado, 23 de fevereiro de 2013

 Já estou a semanas com vontade escrever mas fiquei me perguntando se conseguiria traduzir para o papel tudo que eu estou sentido. Sabe quando você derrota aquele chefão super difícil de algum game e isso te faz super feliz? Acho que é isso que eu sinto, LEVEL COMPLETE! Oks, foi uma analogia bem nerd, mas não consigo pensar em outra. Sei lá, eu só espero conseguir zerar meu game de uma maneira que me faça feliz, tem tantas e tantas quests que eu ainda sonho em realizar. Algumas parecem tão distantes e tão improváveis que  me desanimam, mas eu não vou desistir, mesmo que eu tenha que esperar anos e mais anos.  Esse mundo que nós vivemos é muito estranho, todos plantam sonhos em sua cabeça mas ninguém se preocupa em te ajudar a realizá-los. Parece que todos querem que você crie falsas esperanças, quebre a cara, seja infeliz... Bem que dizem que a felicidade alheia incomoda outros. 
 Esse ano vou "mudar de vida", pelo menos é isso que todos me falam. Eu discordo disso, refleti muito sobre isso esses dias e cheguei a conclusão de que estarei apenas colocando uma nova fantasia. A rotina vai mudar, mas o espaço para minha real essência não. Vou continuar fazendo coisas que a sociedade me impôs, sonhos forjados desde pequena. Como já disse anteriormente, estou muito feliz mas isso não me pertence realmente. É senso comum. Se fosse me guiar pelo que realmente quero fazer o caminho seria outro e ai sim eu poderia  dizer que aquela protagonista era a real Gabi. E vocês então se perguntam: Por que não tentar? Medo. Medo de dar errado, de decepcionar as pessoas que me querem bem. Mas esse medo não é inato, é imposto, é ensinado. Espero um dia ter coragem suficiente para viver de verdade. Viver sem se preocupar com o amanhã, sem medo de ser julgada... Viver para ser eu.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Runaways - Fanfic Becoming Jane I

  Ela correu e ele também. Correram juntos, de mãos dadas e almas entrelaçadas. Ele deixava de lado o orgulho e um futuro promissor. Ela, a família, a moral e o que todos julgavam poder ser um bom casamento. Mas, nada disso importava desde que tivessem um ao outro. Correram para o portão de saída até que ela parou virando-se para o caminho a suas costas. Sua casa, o lugar onde ela crescera, estampava a paisagem. Aquilo não a pertencia mais. Amava seus parentes mas ele conquistara seu frágil e doce coração de mulher. Ele a virou  suavemente para si e os dois ficaram face à face. "Tem certeza que é isso que deseja Jane?", os olhos azulados dele fitavam-na graciosamente. "Nunca estive tão certa de algo em toda minha vida Tom", delicadamente Jane pousou sua mão direita na face de Tom e beijou-lhe nos lábios. Sorrindo, ele segurou mais uma vez a mão de sua amada e os dois puseram-se a correr. Agora, seus corações tinham asas e um destino em comum. 


domingo, 27 de janeiro de 2013

End of The Road

 A única certeza na vida é a morte. Não é pessimismo, é realismo. Planos podem dar errado, mas o fim da linha sempre estará ali, a sua espera. Nascemos para morrer não para viver, nunca ficamos mais fortes e sim mais fracos ao longo dos anos. Lutamos e relutamos contra ela, ora, quem não sonha com um elixir da vida? Ser eterno, ser não-morto. Mas para que temer algo que cedo ou mais tarde vai chegar? Acho que é nessa pergunta que se encontra a resposta, nunca se sabe "o quando". É um caminho sem escolha. 
 As vezes gosto de imaginar como seria a vida das pessoas que convivem comigo se eu morresse. Não duvido que haveriam choros e lamentações, mas com o tempo minha ausência seria superada. Minhas gavetas seriam esvaziadas, minhas coisas doadas ou até mesmo guardadas como recordação. Restaria sempre o material, e só ele. O som da minha voz ia abandonar pessoas queridas e minha imagem se gastaria. Ou seja, eu seria lembranças, mas não lembranças reais. Eu seria apenas recordações do que "um dia aconteceu", do que "um dia viveu" e com a morte daqueles que viram meu óbito, essas memórias simplesmente deixariam de existir. Com o passar das gerações ninguém se lembraria que um dia alguém como eu habitou o mundo. Triste? Não, necessário. É o ciclo da vida, ou como eu prefiro chamar: é o ciclo da morte. É o que mantém o mundo como tal, o que recicla a matéria, o que permite a vida. 


sábado, 5 de janeiro de 2013

-Start

 Fiquei dias pensando quais seriam minhas primeiras palavras do ano e nada me veio a cabeça. Geralmente todo ano se inicia com expectativas e promessas, mas na minha mente só há espaço para um único sentimento: incerteza. Não sei qual caminho seguir, não sei o que me espera e não há como fazer planos. Assusta-me pensar que não tenho o controle em minhas mãos, estar a deriva é perturbador. Mas, quando penso na vida como um todo, sempre estive a deriva. Acredito na minha concepção de "destino", o vento que sopra e gira minha roda da vida, que me mantém não em uma linha ou coluna, mas em um tabuleiro. Alguns diriam que um deus estaria mascarado nessa concepção, mas discordo. Há uma força que mantém o Universo e esta é regida por leis físicas e químicas que conspiram para que exista sempre um equilíbrio. Não há como fazer pedidos, oferendas, preces ou promessas. Há mim só cabe a espera de que tudo saia como desejei. Claro que posso fazer planos e tentar conquistá-los mas se os ventos resolverem soprar por um novo ângulo não tenho escolha a não ser flutuar sobre esta nova brisa. Nem sempre o que almejamos é a melhor opção. Tenho certeza que até agora o que eu escrevi pode não fazer o menor sentido para alguns, mas eu queria escrever. 

2013 GO !