Experimentar a queda... A oscilação a beira do precipício já não se enquadra mais e "E se tu olhares, durante muito tempo, para um abismo, o abismo também olha para dentro de ti". E esta troca de olhares é tão intensa que seduz não só aos olhos mas inflama no coração a vontade de querer deixar-se levar. Fechar os olhos, mergulhar minuciosamente no fundo de sua alma, sem muito pensar, apenas deixando sua mente vagar. E, perceber que mesmo quando tudo já foi esquecido aqueles olhos demoníacos continuam a te tentar e soando dentro de si uma só voz se propaga... Pule, pule, pule... Saia de si, drene sua mente, tudo tão leve... Tic-tac, tic-tac, tac-tic, tac-tac... Os ponteiros dessincronizados... Tac-tic... tic... ttttt... Atemporal. A corda, já não tão firme, dança na frequência dos ventos... Cai, não cai, cai, não... É chegada a hora. A um passo da ruína, a um passo da loucura.