Desde que o mundo é mundo batalhas
épicas entre navios piratas ilustram os mares. Eis que dois grandes Capitães, a
quem não nos importam os nomes, por motivos diversos, o que também não nos diz
respeito, decidem resolver seus problemas dá forma mais honrosa: uma
batalha em alto mar!
Sob o céu nublado e por meio
das águas do Caribe os barcos começavam a apontar no horizonte. A tripulação
preparava os canhões e afiava o corte de suas espadas. Os navios iam se
aproximando paralelamente, era chegada a hora da batalha.
Os gritos dos capitães ecoavam
pelos ares e simultaneamente as bolas de canhões cruzavam o mar de um lado para
o outro, atingindo homens, velas e tudo o que ficasse em seus caminhos. Acabada
a munição ganchos eram arremessados nos barcos levando consigo homens que
tinham sede de vitória. O tilintar das espadas associado aos gritos dos que
agonizavam soavam como música aos ouvidos.
Em meio ao caos que se
encontrava o lugar os Capitães cruzaram seus olhares e a grande luta iria
começar. Ora, um capitão não virava capitão por nada, esse era um posto que
exigia grandes requisitos, um lugar de honra que todo pirata sonhava um dia
alcançar. Mas, voltemos ao ocorrido. Os dois foram se aproximando lentamente,
sacaram suas espadas e começaram a dança. O Primeiro investia, o Segundo recuava
e de tempo em tempo as laminas de suas armas se encontravam compassadamente
dando ritmo e certa sonoridade a luta. E assim ficaram até que o Primeiro com
um golpe certeiro atingiu o coração do Segundo que de joelhos foi ao chão e
reverencia fez ao vencedor antes de cair em um sono profundo.
Os trovões então começaram
então a ricochetear nos céus e as águas até então calmas a se agitar. No meio
do mar surgia um redemoinho que levava para as profundezas do oceano tudo o que
estivesse ao seu alcance, navios, perdedores, vencedores e a tão sonhada honra
de uma vitória.