sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Wandering

 Sensação estranha. De repente foi como se eu sublimasse, como se eu não fizesse mais parte do meu corpo, desse espaço... Estar aqui e ao mesmo não estar, sentir-se sem rumo. Apesar da incerteza que me consumia e de todos os questionamentos que ricocheteavam  em minha mente, nunca me senti tão leve. Acho que é isso que chamam de paz interior, quando em meio a todos os problemas você consegue achar a luz no fim do túnel. Não precisei tapar os buracos existentes em mim, nem acobertar as lembranças ruins ou as preocupações, só precisei fechar os olhos e puff... Senti-me voltando no tempo, para aquela época em que eu era criança, ingênua e inteligente o bastante para não dar valor às pedras no caminho. Talvez eu tenha perdido a criança que existe em mim, não porque escolhi, mas sim, porque me descuidei. Talvez eu estivesse tão paranoica com tudo o que estava acontecendo que me esqueci de olhar o mundo sob minha ótica infantil, de observa-lo não como ele realmente é, mas como eu sempre desejei que fosse, dando importância as coisas boas, as coisas que verdadeiramente me deixam feliz. É, agora eu não me importo mais...