terça-feira, 14 de agosto de 2012

Solitude: Only you, only true

 O peso de tudo era muito grande. Sentia como se seus ossos estivessem todos esmagados, triturados em trilhões de pedacinhos que jamais se uniriam outra vez. Queria conseguir levantar, seguir em frente, esquecer-se de tudo, mas lhe faltava força. Força não, motivação. Há meses estava ali, largada naquela cama, naquele cômodo tão frio quanto a sua alma. Sentia seu coração aos poucos congelar e a cada pulsar deste podia ouvir o barulho do trincar de suas veias e artérias. Como pode se deixar levar aquela situação? Era tão forte antes, tão feliz.
 Começou a contrair seus músculos e a tentar levantar. Sobre a cama apoiou seus braços que serviram de apoio enquanto seu tronco era posto de forma ereta. Pôs suas pernas para fora daquela superfície alva que nos últimos tempos fora sua única morada e, ficou em pé. Mas, aos poucos foi como se sua alma a puxasse para baixo, como se uma âncora estivesse incrustada no seu âmago. Lutou e relutou contra tudo, os antigos problemas, as tristes lembranças, mas todo o esforço parecia ser em vão. Suas pernas começaram a fraquejar e seus joelhos trêmulos já não serviam mais a sustentação e em questão de segundos, como uma moeda que é atirada ao alto, teve sua queda. Todo o seu corpo doía. As lágrimas começavam a rolar pela sua face apática. Tinha tentado sair daquela situação, dera o máximo de si. Não sabia mais como reagir, talvez tudo que ela precisasse fosse de alguém para lhe ajudar, alguém que lhe desse todo o apoio necessário para que ela voltasse à vida... Ela estava sozinha, no fundo sempre esteve. Sua única opção era continuar ali, trancada em seu quarto saturado de mágoas e incertezas. Naquele momento, a solidão era a sua única companhia.